Legal que eu nunca me interessei por isso. Nunca mesmo, fato, mas hoje eu fiquei pensando... E resolvi pesquisar e saber de onde veio o sobrenome Leite. Acabei encontrando esse texto numa comunidade:
FAMÍLIA LEITE
PORTUGAL
Cerca de 8 km de Louzada, entre dois pequenos montes, “Choqueiro” e “Pena Vesteira”, havia uma terra muito fértil, cortada pelo Rio Barrosas, afluente do Rio Vizela. Essa terra começou a ser habitada e cultivada por gente muito religiosa, que cuidou logo de construir uma Igreja dedicada a Santa Eulália, nascida em 290 e falecida em 304, aos 14 anos, sacrificada pelo Pretor local, cumprindo os éditos do Imperador Maximiano. Foi açoitada, derramaram em suas chagas cal viva e chumbo derretido, morrendo invocando o nome de Jesus. A Igreja Católica celebra sua festa no dia 12 de fevereiro.
Atualmente dista 3 km da Estação da Estrada de Ferro de Vizela, tem serviço de correio e escola primária. É uma freguesia essencialmente agrícola, produzindo milho, feijão, centeio, vinho verde e azeite. Em teares manuais é produzido pano de linho, foi sede do Conselho de Barrosas, extinto em 1852, aí, o casal Pedro Gonçalves e Isabel Gouvêa, teve uma filha, Catarina Gonçalves, nascida em 1610 e falecida em 25/05/1671, que veio a se casar com Antonio Ribeiro, Senhor da Quinta Rielho e por outro lado, Agostinho Leite, Senhor da Casa de Sistro, na mesma localidade, casado com Maria Gomes, teve uma filha, Francisca Leite, que veio a se casar em 06/06/1688 com Manoel Ribeiro, nascido em 24/09/1651, filho de Antonio Ribeiro.
Francisco Leite Ribeiro, filho de Manoel Ribeiro e de Francisca Leite, casou-se com Isabel Ferreira, continuando na Quinta Rielho, enquanto seu irmão Antonio Leite Ribeiro, ao iniciar o século XVII, fascinado pelo espírito de aventura e pelas notícias do descobrimento de ouro no Brasil, partiu para o novo mundo, cheio de esperanças de se enriquecer rapidamente, dirigindo-se para São João del Rei.
Antonio Leite Ribeiro conseguiu um certo valor pecuniário, e em 1719 arrematava em Praça Pública, em São João del Rei, o Ofício de Aferidor de Marcas e Balanças, por duzentas oitavas de ouro.
Influenciados pela aventura do tio Antonio Leite Ribeiro, Manoel Leite Ribeiro, José Leite Ribeiro e João Leite Ribeiro, filhos de Francisco Leite Ribeiro e Isabel Ferreira, aproximadamente em 1739, também vieram para o Brasil e foram se instalar na região de São João del Rei.
Manoel Leite Ribeiro, o mais velho, faleceu em São João del Rei, em 1773.
João Leite Ribeiro, nascido em 15/12/1728, falecido em Barrosas, Portugal, em 02/09/1789, casou-se com Ana Rita Pinheiro, nascida em Barrosas, Portugal em 06/06/1724, falecida em Barrosas em 31/03/1804. Dedicou-se a agricultura, tendo obtido sesmaria em 1783, Livro 234, Fls. 21v, Revista Arquivo Público Mineiro, Ano V; Deixou descendência.
José Leite Ribeiro, era o mais ambicioso, passando a minerar ouro no Rio das Mortes e estabeleceu-se com a Fazenda Palmital do Rio Preto, com lavoura de cana, cereais e criação de gado. Reunindo dinheiro, foi adquirindo escravos e ampliando a mineração. Em 1750 associou-se ao Capitão Francisco José Teixeira, até 1787, quando este se afastou por doença, vindo a falecer em 1788. José Leite Ribeiro associou-se ao filho, Manoel Ferreira Leite e depois ao Tenente Joaquim do Rego Barros, irmão da sogra de sua filha Maria Custódia de Assunção Leite Ribeiro, até 1801, quando José Leite Ribeiro faleceu, por coincidência, ano de falecimento de seu filho, Domingos Ferreira Leite, estudante, aos 18 anos no Rio de Janeiro.
José Leite Ribeiro, em 1764, já com dinheiro e o título de Sargento-Mór, casou-se com Escolástica Maria de Jesus Morais, pertencente a família de grande nobreza, descendente dos Reis Espanhóis, mas sem dinheiro. Com o casamento com José Leite Ribeiro, juntou à sua nobreza, a opulência do marido, que por sua vez, realizou seu sonho completo, ou seja, tornar-se rico e nobre.
O casal muito religioso, contribuiu generosamente para a construção da histórica Igreja de São Francisco de Assis, de São João del Rei, e se encontram enterrados.
O ouro escasseou de tal modo que seus filhos não puderam continuar a atividade mineral, mas não dormiram em cima da vitória do pai, partiram decididos para a lavoura, transformando-se em desbravadores do interior, abrindo picadas, implantando fazendas e dando origem ao nascimento de cidades, como Barra Mansa.
O Dr. Afonso d’Estragnolle Taunay, filho de Dona Cristina Teixeira Leite, Viscondessa de Taunay, em sua obra “História do Café no Brasil”, assim se expressa:
“O grande promotor desse êxodo de família foi o futuro Barão de Aiuruoca, de cuja atuação, como propagandista da lavoura de café, já largamente falei em meus subsídios para a História do café no Brasil Colonial. Primeiro esteve no vale do Turvo, em terras de Barra Mansa, com o irmão Manoel. Passou-se depois à Piraí e Vassouras, com seus jovens sobrinhos José Eugênio e Francisco José Teixeira Leite, filhos de sua irmã Francisca, futura Baronesa de Itambé. Freqüentou depois Valença, onde se afazendaram seus irmão Floriano e Anastácio, este em Conservatória. Ele próprio, o Barão de Aiuruoca, se estabeleceu em Mar de Espanha, tendo ao lado o irmão Francisco Leite Ribeiro e em lugar que não sabemos localizar, o outro irmão, Antonio Leite Ribeiro, minerador de ouro em sua fazenda na Freguesia de Santana das Lavras do Funil.
Atrás desses “Leite Ribeiro”, vieram numerosos primos-irmãos, como os Azevedo, que se estabeleceram sobretudo no vale do Rio Preto, em Santa Isabel, Porto das Flores, Santa Tereza de Valença, ou em Minas Gerais, no Vale do Paraibuna.
Incentivaram o Plantio do Café e se tornaram os Barões do café, suporte financeiro do Segundo Império e da Guerra do Paraguai. Foram assim, o alicerce e sustentáculo da grande Nação brasileira em seu nascimento, povoando-a e enriquecendo-a com o trabalho e a nobreza de seus sentimentos. Foram homens que ilustraram bem a estirpe de caráter íntegro, de solidariedade e assistência aos necessitados que os levaram a perder a opulência material alcançada pelos seus ancestrais, mas lhes granjearam amizade, estima, amor, gratidão e respeito. Uma descendência que hoje, se não é rica de bens materiais, sobra-lhe contudo tradição de honradez, patriotismo e principalmente amor ao próximo. Sua fé religiosa é outro traço marcante de sua personalidade, não sendo por acaso que lhe há na família vários Santos canonizados pela Igreja Católica”.
Os “Leite Ribeiro” procederam das terras do município de Aiuruoca e vieram residir nas terras que hoje pertencem aos municípios de Resende e Barra Mansa, prosperando com a fundação de lavouras de café, os quais à custa da exuberância das terras, concorreram para o desenvolvimento urbano da cidade de Barra Mansa.
Uma família mineira que imigrou e se fez em terras fluminenses, concorrendo para o desenvolvimento da economia rural e aumento da população da rica e prestigiosa Província do Rio de Janeiro, que dos meados do século XIX até os fins da década 1870-1880, foi sem dúvida, a entidade político-administrativa do Império de real valor na política, na economia rural e na representação notável que lhe davam seus filhos.
Se você chegou ao fim desse texto, parabéns, porque eu mesma não tive a paciência de ler! rsrsrsrs #fail. Sério, eu não li...
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17 de maio de 2010 17:22
O nome do meu avô Jerônimo Leopodino da Silva Leite.Quando faleceu, meu pai tinha apenas quatro anos de idade.E não lembra quase nada,minha avó contava que ele era descendente de Português.como de fato posso saber ou até mesmo conhecer meus parentes.
22 de junho de 2010 16:08
ola sou decendente dos leite e moro no acre, e fico feliz de nossa familia se muito grande mesmo.
23 de setembro de 2010 21:52
Que coincidência, além do meu sobrenome ser Leite meus avós tem o mesmo nome do casal citado no texto: Francisca e Manoel.
16 de fevereiro de 2011 14:05
meu avo: joaquin siva leite e meu pai helio da silva leite, eu: fabio alves leite
21 de junho de 2011 18:49
Meu trisavô, meu bisavô, e o meu avô todos eram Leite.
O meu Trisavô Cacemiro José Leite era Português (veio para o Brasil no Século 18 com sua esposa Maria Carolina de Jesus), o meu bisavô era Bernardo José Leite, e o meu avô Abílio José Leite. Visite a BLOG da minha família: http://familiabenardesdasilva.blogspot.com/
Dr. Edmar Bernardes da Silva (das famílias Bernardes da Silva, Leite, Senna e Silva e Guimarães)
17 de outubro de 2011 17:28
Ola meu nome:
Glaucia Leite
hoje tambem resolvi pesquisar sobre a familia leite e uma grande coincidência e que meu avo Oscar Silva Leite tambem tinha um irmao chamado Joaquim como diz o Fabio Leite logo a cima.
17 de outubro de 2011 23:57
tambéem sou da familia Leite, mas a minha bisavó era Italiana... =D
Tambem fico feliz em saber que minha familia é muito grande..
<3